
Para quem
Entenda para quais casos é recomendado algum tipo de tratamento e quais os perfis de atendimento que recebemos em nossa clínica.
Perfil de Atendimento
Nosso consultório é especializado no atendimento de crianças que apresentam
desafios na relação com a comida, incluindo:
Crianças com Seletividade Alimentar
Que aceitam um número muito limitado de alimentos, muitas vezes com preferências específicas de marca, cor, textura ou forma de preparo.
Crianças com Recusa Alimentar
Que demonstram resistência persistente à alimentação, podendo recusar categorias inteiras de alimentos ou a própria situação de refeição.
Crianças com Dificuldades Sensoriais
Que apresentam hipersensibilidade ou hiposensibilidade a texturas, sabores, cheiros ou temperaturas dos alimentos.
Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Que frequentemente apresentam desafios alimentares relacionados a questões sensoriais, rotinas rígidas ou interesses restritos.
Crianças com Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE)
Diagnosticadas com este transtorno alimentar caracterizado pela evitação persistente de alimentos específicos ou da alimentação em geral.
Crianças com Distúrbio Alimentar Pediátrico (DAP)
Que apresentam dificuldades alimentares impactando um ou mais domínios: médico, nutricional, habilidades alimentares ou psicossocial.
Bebês em Introdução Alimentar
Famílias que estão iniciando a jornada alimentar dos bebês e desejam orientação especializada para um processo seguro e positivo
Famílias com Desafios nas Refeições
Atendemos crianças de todas as idades, desde bebês em introdução alimentar até adolescentes, adaptando nossa abordagem às necessidades específicas de cada faixa etária e caso.
Sinais de Alerta
É importante buscar ajuda especializada se você observar um ou mais destes sinais:
Relacionados à Alimentação
- Recusa persistente de grupos inteiros de alimentos
- Repertório alimentar extremamente limitado (menos de 20 alimentos)
- Reações de ansiedade, medo ou pânico diante de alimentos novos
- Engasgos frequentes ou dificuldade para mastigar/engolir
- Refeições excessivamente longas ou recusa em sentar-se à mesa
- Dependência de distrações (telas, brinquedos) para comer
- Necessidade de preparos ou marcas específicas
Relacionados ao Desenvolvimento
- Perda ou estagnação de peso
- Déficit de crescimento
- Sinais de deficiências nutricionais (palidez, fadiga, cabelos quebradiços)
- Atraso no desenvolvimento de habilidades motoras orais
- Impacto na socialização (evita festas, refeições na escola)
Relacionados à Dinâmica Familiar
- Refeições se tornaram momentos de conflito e estresse
- Pais preparando refeições separadas para cada membro da família
- Ansiedade parental significativa em relação à alimentação da criança
- Uso frequente de recompensas, ameaças ou punições relacionadas à comida
Quanto mais cedo buscar ajuda, melhores são as chances de resolver os desafios alimentares antes que se tornem padrões estabelecidos e mais difíceis de modificar.
Transtornos e Dificuldades
Distúrbio Alimentar Pediátrico (DAP)
O DAP é uma condição caracterizada por dificuldades persistentes na ingestão oral de alimentos, não explicadas por condições médicas, culturais ou pela falta de disponibilidade de alimentos. Segundo Godoy et al. (2019), o DAP pode afetar um ou mais dos seguintes domínios:
Médico: Comprometimento cardiorrespiratório durante a alimentação, aspiração ou pneumonias recorrentes.
Nutricional: Malnutrição, deficiência específica de nutrientes ou dependência de suplementação.
Habilidades Alimentares: Necessidade de modificação de texturas, equipamentos adaptados ou comportamentos disruptivos durante as refeições.
Psicossocial: Recusa alimentar ativa, comportamentos rígidos, estresse durante as refeições ou limitação na participação social.
Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE)
O TARE, ou ARFID em inglês, é um transtorno alimentar reconhecido pelo DSM-5, caracterizado por:
- Evitação ou restrição persistente da ingestão alimentar
- Falha em atingir necessidades nutricionais ou energéticas
- Perda de peso significativa ou déficit de crescimento
- Deficiências nutricionais significativas
- Dependência de suplementos nutricionais
- Interferência marcada no funcionamento psicossocial
Diferente de outros transtornos alimentares, o TARE não está relacionado a preocupações com peso ou imagem corporal.
Seletividade Alimentar
A seletividade alimentar é caracterizada pela aceitação de um número muito limitado de alimentos, frequentemente com preferências específicas de marca, cor, textura ou forma de preparo. Pode variar de leve a severa, e estar associada a questões sensoriais, experiências negativas anteriores ou padrões comportamentais estabelecidos.

Em nosso consultório, realizamos uma avaliação detalhada para identificar o tipo e a gravidade da dificuldade alimentar, utilizando instrumentos validados como a Escala Brasileira de Alimentação Infantil (EBAI) e o Infant and Child Feeding Questionnaire (ICFQ), além dos critérios diagnósticos para DAP e TARE.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo dura o tratamento?
A duração do tratamento varia conforme a complexidade do caso, a idade da criança e o envolvimento familiar. Nosso pacote terapêutico inicial tem duração de 3 meses (12 sessões semanais), período em que já é possível observar mudanças significativas na maioria dos casos. Após este período, reavaliamos a necessidade de continuidade, podendo ajustar a frequência das sessões conforme a evolução.
Meu filho vai passar a comer de tudo?
Nosso objetivo não é que a criança "coma de tudo", mas que desenvolva uma relação saudável e positiva com a comida, ampliando gradualmente seu repertório alimentar. Cada criança tem suas preferências e particularidades, e respeitamos isso. O foco é garantir uma alimentação nutricionalmente adequada e prazerosa, sem conflitos ou ansiedade.
Os pais participam das sessões?
Sim, o envolvimento dos pais é fundamental para o sucesso do tratamento. Na primeira consulta e nas reavaliações, a presença dos pais ou cuidadores principais é essencial. Nas sessões terapêuticas, dependendo da idade e das necessidades da criança, os pais podem participar de toda a sessão ou apenas do momento final, quando recebem orientações para a prática em casa.
Vocês trabalham com outros profissionais?
Sim, trabalhamos em parceria com outros profissionais envolvidos no cuidado da criança, como pediatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e gastroenterologistas. A abordagem multidisciplinar é essencial em muitos casos, e mantemos comunicação constante com a equipe, sempre com o consentimento da família.
O plano de saúde cobre o tratamento?
Atualmente, trabalhamos com atendimento particular. Fornecemos recibo para reembolso, mas a cobertura depende do plano de saúde de cada família. Recomendamos verificar diretamente com seu plano as possibilidades de reembolso para nutricionista especializada em terapia alimentar.
